Segue uma contribuição para a seção galeria com tema de fly fishing. Estive este fim de semana novamente casteando as trutas em Ausentes, rio Silveira. O título e as fotos resumem o relato : Ausentes, 10 Cº, quente, e muitas trutas ! Sem dúvida foi minha melhor jornada de pesca com mosca na região. O sábado foi espetacular nas condições climáticas, ações e capturas. Já nos primeiros casts as rainbow trouts compareceram. Grande destaque para duas trutas selvagens, moradoras antigas do rio, que deram um show de saltos e corridas entre as pedras. O tippet de 6 lb resistiu para as fotos ! Estreei uma vara # 4 de ação média/rápida da SAGE com linha sinking tip e leader de 7 1/2 ft que mostrou-se perfeito para as condições do local. As moscas de destaque mais uma vez foram as ninfas lastreadas . Mesmo em águas rasas a ação só acontecia junto ao fundo. As trutas estavam comendo na saída das corredeiras, início de tramos de rio de maior profundidade. Tive menos ações nos poços . Bem ainda tem pelo menos 4 espécies de trutas e pelo menos 6 de salmões que ainda vou pescar com mosca....
Grande Abraço
Marcelo Medeiros
São José dos Ausentes, rio Siveira, - 2Cº, Pesca com Mosca, Cenário Maravilhoso e Algumas Trutas
Estive no último feriado de junho com a família, esposa e filho, em jornada de pesca no rio Silveira reabilitando minhas habilidades no fly. Na realidade apesar de meu gosto e o de meu filho pela modalidade, praticamos muito pouco. Resumindo nossas expedições de pesca com mosca a duas saídas por ano. Considero o vale do Silveira na região a montante e a jusante do desnível dos rios Silveira e Divisa uma área de alta pureza ambiental. Há grandes extensões de mato de araucárias preservadas sem a destrutiva modificação do cenário de reflorestamento muito presente nos campos de cima da serra para aplicações industriais. Há muita fauna e flora preservada. Durante a estressante atividade de castear atrás das trutas no rio, sempre me deparei com representantes da fauna como gralhas azuis, tucanos, seriemas, lontras....apesar de competirem com as trutas.. são as donas do lugar, capivaras e outros. Recebi notícias que o perdigão já aparece com freqüência nos banhados. Nesta última jornada deslocando-me em um dos tramos do rio fui surpreendido pela passagem de porcos alçados liderados por um grande javali. Não são caçados e prosperam. Eram mais de 30 porcos de todos os tamanhos. Haja pinhão.... O puma, nativo do lugar, deve estar com colesterol alto. Samuel, filho do Antonio, reportou-me a passagem do leão baio gaúcho a dois meses em frente a sede da fazenda, segundo ele gordo.... Os proprietários da área, a frente das pousadas Potreirinhos, Cachoeirão dos Rodrigues e Araucárias tem conseguido manter esta condição não obstante as incontáveis propostas de destruição....A última que soube, e que está ativa na região é a construção de micro-hidrelétricas a partir do represamento do rio.... Felizmente percebi muita convicção na negativa e contrariedade por parte do proprietário da pousada Cachoeirão dos Rodrigues, Sr. Antônio, frente a esta indecente proposta ! Este local foi meu grande motivador para a entrada na pesca com mosca lá pelo ano de 2003. O local, como todos sabem, foi e é referência para o turismo ambiental, locação de novelas e miniséries globais e meca dos mosqueiros brasileiros. Segundo muitos a patagônia brasileira ! Exageros a parte sou apaixonado pelo lugar. Sentimento também compartilhado pela esposa e filho. Acresce-se ao cenário a recepção calorosa e dedicada dos proprietários Antonio, Rosane e o filho Samuel. Instalações simples e acolhedoras e excepcional comida caseira. Bem chegamos na quinta a tempo de degustar o almoço compartilhado com um colega pescador já pescando e turistas também hospedados na pousada. Notícias do rio informam nível de água muito baixo e nenhuma ação de truta pela manhã. Almoço rápido,coloca wader e demais aparatos e rio. Dois pescadores de mosca enferrujados por mais de um ano sem castear voltam a ativa. Objetivo da tarde é acertar os movimentos e procurar ler o rio, o que estão comendo? Estão nas corredeiras? Nos poços? O resultado não é animador em relação as trutas mas o manejo o equipamento está melhor ao cair da noite. Jantar para debates, troca de informações, definição da estratégia da sexta-feira e novas amizades. Claro, tudo regado a muito vinho ao pé da lareira! Combino com o novo amigo pescador de Novo Hamburgo sair as 7:00 horas. Dedica-se exclusivamente a pesca com mosca e mesmo que a pouco tempo pratica com frequencia. Oportunidade para interagir e aprender ! Café as 6:00 horas, temperatura de -2 Cº, neblina intensa (novidade!), pressão atmosférica de estranhos 895 mb em meu relógio e no do colega. Subimos o rio. Opto por iniciar o vadeio em um tramo de rio largo de maior profundidade. Faço varredura cirúrgica de duas horas trocando moscas.Todas as ninfas de minhas caixas com predileção pelas lastreadas como montana, pâncora , bead head prince e pheasant tail. Nenhuma ação! Tônica do dia. Tive uma única ação que perdi por estar com a vara alta. Enferrujado. Cinco pescadores em todo o rio com resultados iguais. Mas amanhã tem de novo. Jantar a noite com as mesmas dificuldades e comportamentos ( vinho, lareira e muita trova ) mais um DVD de pesca com mosca de americanos na Patagônia Argentina para inspirar. Sábado amanhace um pouco mais quente 3 Cº. Pode melhorar, e melhora. Meu filho e o colega capturam duas trutas cada um pela manhã. Curto as gozações pela temporária condição de artífice do sapato. A tarde faço uma linda captura de uma bela arco íris após um cast de se orgulhar. Estou melhorando! Estão velhacas e seletivas as trutas do Silveira. Valorizam cada batida! Assim é que bom!
Cenário maravilhoso, ambiente bem preservado, frio, vadeando em água gelada, pesca com mosca, novas amizades e algumas trutas! Só a pesca esportiva proporciona! É triste ter que retornar a Porto Alegre, mas o espírito volta revitalizado ! Fim de julho eu volto!
Nota de preocupação com o intenso movimento de turistas para visitação das cachoeiras e corredeiras. Grupo de jipes e outros com comportamentos inadequados ao local. Há também movimentos de eco, para transformar a região em unidade de preservação. Uma bióloga deste grupo publicou um trabalho sobre os efeitos do peixamento da exótica truta sobre a população de jundiás.Vide o link http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/21672-predador-a-solta-no-topo-da-serra-gaucha.
Anexo fotos.
Grande abraço.
Marcelo Medeiros
PESCARIA COM ALGO MAIS ALÉM DE BLACK BASS !
Em minha trajetória de pesca seja em competições, guiando clientes ou a lazer vislumbrei muitos momentos ímpares. Fui guiar um pescador que não conhecia a Barragem da Divisa, agora em final de maio. Escolhemos, acho que o último "veranico", antes do inverno rigoroso, era um sábado. Eu e meu amigo Fernando Salomon, parceiro de tantas jornadas, aproveitamos e subimos na quinta feira a fim de pescar já na sexta. Realmente pegamos um dia maravilhoso, pouco vento e sol forte, a água, como já era de esperar muitíssimo fria, o que é claro, refletia na piscosidade durante o dia de pesca. Bom, mas com muita astúcia e diversificação em rigs e iscas na água, conseguimos capturar alguns peixes e perder outros para a vegetação densa. Exatamente assim se comportava o peixe naquela situação... Ele pegava a isca com velocidade e adentrava nas raízes do Junco, forçando-nos a executar um cabo de guerra rápido e consistente para capturá-lo. Na sexta pegamos 12 peixes e a tarde foi o período do dia com mais ações. Esperamos o Marcelo para a tradicional janta no Tertúlia e nos preparamos para o sábado, dia da estréia na Divisa do Marcelo
Sábado, outro dia maravilhoso como o de sexta. Começamos o dia pescando na Ilhota, palco de muitas capturas no dia anterior e nada, nenhuma ação. Partimos então para as ilhas gêmeas logo a seguir, o Marcelo teve sua primeira ação e não conseguiu sucesso. Resolvemos então sair um pouco do vento que naquele local começou a soprar com força. Foi neste momento que vi uma coisa inusitada. Um cervo, um cervo fêmea de aproximadamente 1 m atravessava a barragem da Divisa de um lado a outro na parte mais larga da barragem. Foi incrível, devagar aproximei o barco junto a ela e devagar íamos lado a lado à travessia, que maravilha. O Marcelo de pronto pegou a máquina fotográfica e clicou o bicho, é claro que ela não fez muita pose pra foto não...hehehe ( Já pensou se o Camilo estivesse por lá), hehehehehhe. Brincadeirinha Camilo, da série “Perco o amigo, mas não perco a piada”...
Como é bom ter a sensação de que ainda temos vida selvagem em nossas terras não há poucos dias com o Bruno e o Tavares uma cervo, maior ainda, cruzou lentamente a estrada em nossa frente. Como temos realmente que cuidar da Divisa hein? Não somente os peixes, mas todo o entorno da flora e toda a fauna que lá contém espera de nós esse cuidado... Vida longa a Divisa, seus peixes e sua fauna.
Falando dos Blacks, não foi fácil captura-los no sábado, mas dos cinco peixes embarcados 3 foram muito bons e dois médios...e muitas ações foram perdidas mas tenho a certeza que o meu amigo Marcelo jamais esquecerá desse dia maravilhoso que Deus nós deu.
E se está vida ainda me der muitas oportunidades como fora essa, eu realmente vou ser um pescador realizado.
Abraços Cezinha - BasSNok Fishing - 32218464/97355410